4
FONTES

Fontes em dias primordiais,
De deleite fervoroso e acalanto,
Uma tristza hedionda e ademais,
Noites em melancolia e pranto.

Em dias de chuva tênue e terna,
Nada se passa além da melancolia,
Da doce musica lenta e amena,
Onde o amor é mais que melodia.

Em dias de chuva grave e forte,
Bate um coração em disparada,
Um tremor, e um medo da morte,
Percorrem uma mocinha mimada.

Que sorte ter-se fontes de vida,
Ventre que num lapso temporal,
Formam e criam corpos em seres,
E até o homem em um animal.

Vertentes de puríssima beleza,
São os lábios, poços de prazer,
Que com arte e grande pureza,
Fazem o maior dos fortes tremer.

São muitas as fontes desse mundo,
De tipos variados e muito dispersos,
Mas se te prestares a estuda-las a fundo,
As encontrarás em alguns olhos abertos.

Na Pessoa que tu amas verás olhos nus,
E nesses olhos verás pureza de chuva leve,
E ventre de amor e luz, medo de chuva forte,
E desejo em promessa de beijo suave.

Não serão vertentes de água pura,
Nem mesmo de agua ruim,
Serão fontes de um sentimento que dura.
Reflexo de um doce amor sem fim